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Meia Maratona Douro Vinhateiro
Como é do domínio público, esta Meia-Maratona teve
graves problemas a nível da Organização, e que passo a
relatar aos membros das LEBRES DO SADO e a todos os que
visitarem esta página.
Começo pelos pontos negativos da mesma:
A Organização aventurou-se num projecto ambicioso,
intitulado "A MAIS BELA CORRIDA DO MUNDO", só que
descurou totalmente a vertente mais importante de uma
Organização de corridas de estrada, a segurança dos
atletas, e o seu bem estar.
E quando falo em segurança, e no bem estar estou-me a
referir ao que de mais grave esta organização cometeu,
ou seja, pôs centenas de Atletas em risco de Vida, por
incúria, incompetência. Não é concebível que uma prova
desta envergadura falhasse nos abastecimentos, quando a
mesma teve inicio pelas 11.00 Horas e com o termómetro a
marcar 31 graus de calor. Logo que os Atletas passaram
pelo primeiro abastecimento, aos cinco kms foi
surrealista demais, as garrafas no chão atrás de uma
bancada e os atletas tiveram que parar para tirar as
garrafas dos plásticos.
A Prova virava aos sete kms e passados uns metros estava
um Auto-tanque dos Bombeiros com uma mangueira a molhar
os atletas, pois a partir dai só houve abastecimentos
aos dezassete kms, inconcebível !...
O cenário que a partir dai se nos deparou, pensava eu
que só nos Telejornais da GUERRA DO IRAQUE. Eram
ambulâncias atrás umas das outras, a levar atletas
desmaiados, e água nada! Mais parecia uma prova
disputada em pleno deserto, com os atletas a rebuscar
das garrafas que estavam no chão umas divinas gotas de
água..
Eu para não fugir a realidade desta pseudo-prova também
fui vitima da falta de abastecimentos, pois a cerca de
dois kms da meta, desmaiei, perdi os sentidos e nem o
meu nome sabia...
Já recebi por parte da Organização, pelo seu
responsável, o senhor Paulo Costa, um e-mail de
desculpa, mas ficaram-me muitas duvidas dos graves
incidentes, que para eles foram pontuais, simplesmente
lamentável...
As classificações dos Atletas das Lebres do Sado, são o
que menos interessa, afinal estamos todos vivos... |