Pedestrianismo - Notícias

7ª Marcha dos Fortes

Numa madrugada em Setúbal de nevoeiro cerrado, cinco virgens na matéria, encontravam-se às 04,00h da manhã de sábado, dia 14 de Outubro, à porta de sua casa, aguardando pacientemente que o Carlos Pereira, desta vez o condutor de “serviço”, nos recolhesse a fim de iniciarmos o caminho até Bucelas, onde às 5,30h nos esperavam alguns autocarros que nos transportariam a Torres Vedras.

Estavam dados os primeiros passos para um dia intenso de muitos quilómetros de marcha (43,5), de muitas aventuras, de muita adrenalina e…de algum cansaço face à dureza do percurso, num constante sobe e desce entre a quota 60 e 450.

Carlos Pereira, José Freire. Geraldo Fernandes, Manuel Santos e eu, depois de alguns treinos de 20 e 30 Kms que antecederam o dia da realização da Marcha dos Fortes, evento pedestre organizado pelo CAAL – Clube de Actividades de Ar Livre, eramos os “dignos” representantes das Lebres do Sado nesta maratona. Surpresa das surpresas, às 6,30 da manhã, já no Forte de S. Vicente, em Torres Vedras, no decorrer do pequeno almoço oferecido pela organização, eis que vamos encontrar também outros colegas nossos das Lebres, a ultramaratonista internacional Célia Azenha, a Cecília e o José Pereira. Contudo, Ainda antes e em Bucelas, eram 5,30h surge no nosso autocarro a Presidente da nossa autarquia, a Dr. Dores Meira com quem, ao longo da caminhada, fomos mantendo um diálogo sobre o evento.

Uma organização quase a rondar a perfeição, não fosse alguns pequenos enganos de alguns guias em duas etapas. De realçar a capacidade organizativa do CAAL, com dezenas de pessoas no staf sempre procurando servir o melhor ao seu alcance os 425 participantes.

O percurso estava dividido em 4 etapas com neutralizações de 15 minutos, excepto a etapa que terminava sensivelmente pela hora do almoço com 50 minutos de repouso. Após esta etapa de sensivelmente 13Kms, a mais longa, diria que 50% dos participantes não se sentiram com forças suficientes para realizar a 3ª, embora uma das mais curtas mas de maior exigência física. Em cada uma das etapas, a organização tinha à disposição dos menos preparados, autocarros que os transportariam ao início da etapa seguinte.

A caminhada por entre serras e vales que ligaram Torres Vedras a Bucelas, teve momentos de enorme beleza paisagística, sobretudo pela manhã, quando o nevoeiro se situava em várias ocasiões por baixo de nós deixando a descoberto um céu azul e um sol a começar a fazer moça nos nossos corpos suados e bem lá em baixo, traços do terreno com património construído pelo homem.

A média de tempo por quilómetro situou-se entre os 12,30 e os 13,30mint, não podendo os participantes ultrapassar os guias. Naturalmente que nós, atletas as Lebres, ao longo de quase um mês nos preparámos com treinos de 20 e 30 Kms, daí que embora com algum cansaço cumprimentos facilmente todo o percurso, situando-nos sempre na cabeça do pelotão em todas as etapas.

Parabéns ao CAAL que se esmerou na organização do evento, facultando a todos os concorrentes alimentação variada, adequada e suficiente, transportes à disposição de vários locais para Torres Vedras pela manhã, transporte entre etapas para os menos preparados, 1ºs socorros, abastecimento de líquidos entre etapas e simpáticos prémios de participação.

À chegada a Bucelas pelas 19,10, esperava-nos um vinho branco fresquinho servido em quantidade qb, a fanfarra dos Bombeiros e um Jantar volante servido na Escola Bª do 2º e 3º ciclos de Bucelas.

Para o próximo ano, os guias terão que nos aturar novamente.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

18.10.2011, por Alberto Carolino

 
   
   

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