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Hoje
Corro eu
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Por Alberto Carolino
Como membro mais antigo em permanência nos Corpos
Sociais das Lebres do Sado, desde sempre tentei
mobilizar os sócios para, de livre arbítrio,
contribuírem com conteúdos para o Link “Hoje corro eu”,
evitando ser eu próprio a utilizá-lo.
Perdoem-me então sócios e leitores do “abuso” que cometo
ao utilizar uma rubrica que eu próprio criei para uma
participação aberta de todos vós, concomitantemente na
valorização do nosso clube. |
V
Grande Prémio da Arrábida
Decorreu no passado dia 28 de Novembro a 5ª edição do
Grande Prémio da Arrábida, evento da total
responsabilidade das Lebres do Sado.
Não sendo uma prova de montanha na sua plenitude,
digamos que será um misto entre montanha e prova de
estrada.
Perdoem-me a aplicação de uma frase feita;
O Grande Prémio da Arrábida “é uma prova feita por
atletas para atletas”, na qual os primeiros se
esforçam ao máximo para proporcionar aos segundos a
melhor oferta competitiva e social que sirva os seus
interesses de atletas do pelotão.
Sim, o GP da Arrábida é uma competição para atletas do
pelotão, porque são estes, somos nós, que levamos a
festa do atletismo à aldeia ou à grande cidade onde ele,
o evento desportivo, se realiza.
Atletas de pelotão, porque sempre fomos contra os prize
many, onde pequenas organizações como a nossa gastam
fortunas para trazerem alguns nomes sonantes, esquecendo
a massa humana de atletas que enchem de colorido as ruas
e avenidas por onde passam.
Atletas de pelotão, porque só com muita engenharia
financeira se coloca no terreno uma competição com 650
participantes sem qualquer apoio económico, quanto mais
encontrar subsídios para prize-many.
Com algum Know how na organização de eventos desportivos
de pequena e média dimensão em várias modalidade, desde
a 1ª edição do GP da Arrábida que faço parte de uma
equipa que se esforça por em cada ano apresentar melhor
qualidade.
Cada um com a sua função, todos procuram ser
responsáveis pelas tarefas que lhes são incumbidas e
todos os anos é feita uma auto-avaliação do evento,
detectando e assumindo os erros cometidos de forma a
corrigi-los no futuro.
Pouco inteligente será a equipa que reconhecendo os seus
erros e todas os cometem involuntariamente, volta na
edição seguinte a repeti-los.
Apostámos em trazer a esta 5ª edição um número
significativo de participantes tendo de facto conseguido
este objectivo.
Os números assim o comprovam:
1ª edição, 205; 2ª edição, 307; 3ª edição, 262; 4ª
edição, 329 e esta, 526 inscritos, não contabilizando em
qualquer uma o número sempre superior a 100 dos
participantes no evento paralelo “7 Kms ao seu ritmo”.
Com o aumento de participantes, obrigamo-nos a investir
numa mais célere e mais profissional apresentação dos
resultados. Fomos ao encontro de uma empresa que nos
garantisse tais objectivos.
Somos ao longo da preparação do evento, colocados
perante muitos obstáculos administrativos e
burocráticos, com dificuldades económicas, logísticas e
humanas (recursos).
Teimosamente todos os anos colocamos e colocaremos este
e outros eventos do nosso calendário de actividades no
terreno.
Assumimos alguma negligência nesta edição;
- A distribuição de prémios não correu bem;
- Os locais de passagens estavam qb sinalizados, num ou
noutro poderiam estar melhor.
É injusto, não é nobre, eticamente incorrecto quando
alguns, felizmente contam-se pelos dedos de uma mão, nos
afirmam peremptoriamente que a prova está mal
organizada.
E porquê ?
Vejamos:
- A competição dos 12,5 Kms tem uma subida muito extensa
– 1.9Kms;
- A competição dos 12,5 Kms tem uma descida muito
íngreme;
- Quatro atletas que comandavam o pelotão muito antes do
meio da prova enganaram-se no percurso, foram atrás de
uma ambulância;
Felizmente que ninguém nos acusou de:
- Falta de abastecimentos
- Falta de apoio paramédico (5 ambulâncias)
- Falta de policiamento
- Falta de casas de banho
- Falta de respeito e atenção para com os participantes
- Falta de qualidade dos prémios classificativos
- Falta de qualidade dos prémios de participação
Não há organização que resista ao tipo de criticas que
nos são apontadas; “subida acentuada e descida íngreme”,
esquecendo-se que a prova é um misto de montanha e
estrada.
Não há organização que resista a atletas do próprio
clube organizador que trocam involuntariamente de chips.
Outros que por não estarem inscritos e aproveitando a
falta de comparência de um outro atleta de outro clube,
corram com esse chip, solicitando à empresa que
digitalizou as inscrições e classificações, a mudança do
nome do clube “esquecendo-se” de também mudar o escalão
e ainda por cima recebam um prémio que sabem não ter
direito.
Não há organização que resista à forma como nos
classificam porque 4 ou 5 atletas não tomaram atenção às
marcações do percurso (setas, placas e fita balizadora)
e foram atrás de uma ambulância.
A displicência como avaliaram a prova é tanto mais grave
vindo de duas pessoas ligadas à modalidade, uma delas
julgando-se arauto do atletismo, do saber cognitivo,
auto-valorizando-se de bons resultados que fez há 30
anos ignorando ou fazendo-se ignorante que se uma das
modalidades que mais bem servida está de técnicos
altamente qualificados é precisamente o atletismo.
Ser arrogante e vaidoso jamais foi sinónimo de nobreza.
O passado é passado e não podemos viver dele em todas as
relações humanas que vamos estabelecendo no dia a dia.
Sempre ensinei aos meus filhos e às dezenas de atletas
que comigo trabalharam noutra modalidade, que ser-se
humilde mas reconhecendo as suas capacidades, é sinónimo
de sucesso e de respeito.
As Lebres do Sado pelo que têm desenvolvido na área
desportiva, implicitamente na área social, é hoje uma
associação reconhecida por todas as entidades com quem
ao longo destes anos vem mantendo relações
institucionais, é também reconhecida e acarinhada por
todos os participantes e são milhares, dos seus inúmeros
eventos de lazer e competição que vimos mantendo.
Honestidade, transparência, qualidade de trabalho são
valores que procuramos sempre impor naquilo que fazemos.
Agradecemos as críticas quando são formuladas de forma
ordeira e correcta. Ajudam-nos a crescer. Quem trabalha
está sempre sujeito. Quem nada faz… Venham elas.
Aproveito a oportunidade para em nome dos elementos
nucleares das Lebres agradecer a todos os nossos sócios
colaboradores pela sua disponibilidade e reconhecer em
todos o empenho que puseram ao serviço de um evento que
é deles.
Um abraço
A. Carolino |
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30.11.2010, por
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