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VI
Grande Prémio dos "pobres"
Por Alberto Carolino
Na sociedade contemporânea como é sabido, foram e são os
pobres que fazem os ricos. Olhemos para o nosso país,
como paradigma desta verdade.
O percurso das Lebres do Sado ao logo destes 12 anos de
existência é um pouco assim. Porém, a riqueza neste caso
tem outro sentido. Não se deve entender como “material”
mas sim humana. |
Os nossos
simpatizantes, os que nos vêm acompanhando ao longo
destes anos, os nossos sócios, etc., sabem que vimos
mantendo um Plano de Actividades anual extremamente rico
e diversificado.
São meia dúzia de Passeios Pedestres, três Peddy-papers,
Raid atlético de 30 Kms, Raid nocturno, Brisa nocturna
da Arrábida, G.P da Arrábida e ainda não satisfeitos,
foram criados mais dois eventos, o Run & Bike já
programado para o dia 18 de Dezembro e a “Marcha dos
três Castelos” agendada para 28 de Abril de 2012.
Naturalmente que muito trabalho dá a quem nele, Plano de
Actividades se envolve, nem sempre reconhecido por
alguns que nos estão mais próximos, que se julgam com
direitos e poucos ou nenhuns deveres ou obrigações.
Não nos entendemos como um clube de bairro, nunca o
fomos por vocação, talvez por indisponibilidade de
recursos humanos ou por ambição em horizontes mais
alargados.
Nascemos do nada como todos os grandes e pequenos
clubes.
Com a nossa teimosia, com a nossa vontade, com a nossa
ambição, com algum engenho e arte, com honestidade,
transparência e qualidade de trabalho, conquistámos
muita coisa.
Somos pobres no nosso património material, mas ricos,
muito ricos no património humano que ao longo dos anos
vimos conquistando com mérito, com “sapiência”, e no
espaço que por direito próprio, com muita labuta vimos
ocupando no associativismo desportivo nacional.
Já mais alguns dos nossos eventos, se não todos, se
limitam á participação local
Os peddy-papers, o Raid de 30Kms e sobretudo o G.P. da
Arrábida têm hoje uma amplitude geográfica de
participantes que em muito ultrapassa as fronteiras da
região.
Esta é a nossa riqueza.
Mas o título com que ilustrei este texto, vem muito a
propósito do VI Grande Prémio da Arrábida que acabámos
de realizar.
De ano para ano ele vem conquistando mais adeptos
chegando hoje à bonita soma de 730 inscritos entre a
corrida e a marcha.
Todos os anos e este igual aos restantes, partimos para
a sua realização sem qualquer apoio financeiro,
acreditem, sem qualquer subsídio de entidade oficial ou
particular.
Os apoios logísticos são incomparavelmente inferiores a
qualquer prova com… talvez metade dos participantes.
Veja-se quem esteve neste domingo no Jardim de
Vanicelos, que logística material tínhamos para oferecer
a todos os que nos visitaram. Muito pouco, o mínimo dos
mínimos indispensáveis.
Não investimos em publicidade por falta de verbas, pela
mesma razão não proporcionamos conferências de imprensa,
não somos publicitados na imprensa local, regional ou
nacional, no entanto, esta foi a 6ª edição que trouxe à
cidade de Setúbal mais, mas muito mais pessoas que 90%
dos jogos de futebol que se realizam por cá.
Desde sempre o afirmei que o G.P. da Arrábida é um
evento desportivo feito por atletas das Lebres para os
atletas do pelotão nacional.
Não temos “cachê” para pagar a colaboradores, a
promotores, a atletas de gabarito competitivo.
Não somos visitados nestes eventos pelo política local.
Vá lá saber-se porquê!
Seria para nós um incentivo, um reconhecimento ao nosso
trabalho.
Pobre nascemos, pobre no património material continuamos
a ser, mas acreditem… ricos, muito ricos na
disponibilidade, na oferta, nos recursos humanos, no
respeito pelo pelotão, na adesão desportiva às nossas
propostas, razão pela qual trouxemos a Setúbal 730
participantes num só evento. |
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29.11.2011, por
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